sábado, 10 de dezembro de 2016

Como lidar com o famoso "Terrible two"

“Eu quero e quero agoooora!!”



“Eu quero e quero agoooooora! ”, apostamos que algumas mamães já leram essa frase escutando a voz do seu pequeno. Sim, essa frase costuma ecoar nas cabeça das mães quando a criança está por volta dos dois anos. Não é à toa que muito se fala sobre os “Terrible two” (ou terríveis dois anos), termo utilizado para fazer referência as crises de birras e “chiliques” que as crianças começam a apresentar por volta dos dois anos (podendo aparecer desde o um ano e meio aos três anos). Gostaríamos de começar o post de hoje com uma boa notícia: Se seu filho está passando por essa fase significa que ele está se desenvolvendo de uma maneira muito saudável!

Sim, a fase dos dois anos exige paciência dos pais, mas é de suma importância para a criança. É justamente nessa fase que a criança está ganhando autonomia, já consegue andar, está cada vez mais ampliando seu vocabulário e aprende a dizer... NÃO! O comportamento de desafiar e se opor está justamente ligado a isso. Também nessa fase a criança está consolidando a percepção de que a mamãe e o papai são diferentes dele, e que todos temos vontades. Sim, os pequenos ainda não sabem como expressar seus desejos, e com isso vem os berros, choramingos, se atirar no chão e o show no meio do shopping por ter sido contrariado. Aliás, nessa fase eles tem dificuldade em ouvir o “NÃO” e muita facilidade em dizer “NÃO” a qualquer ordem dos pais.

E é justamente nesse dilema que o adulto na jogada terá que ter paciência, muuuita paciência para saber lidar com as frustrações dos pequenos, sabemos que muitas vezes a tentação de “ceder e dar logo aquele brinquedo que ele tanto quer para que ele pare de se jogar no chão no meio do shopping é grande! Afinal que vergonha! Todos estão olhando não é mesmo? ”
Mas cuidado! Esse é justamente o esperado pela criança! O maior erro dos pais é ceder ao escândalo. Deixe os olhares atravessados de lado, abaixe na altura dos olhos da criança e explique tranquilamente (com poucas palavras) que está percebendo que ela está brava e que vai esperar ela parar de chorar para conversarem. Sim, eles já têm este entendimento! Depois disso, desfoque a atenção, e espere a “crise” cessar.  Após, explique o porquê de seu desejo não ter sido atendido e lhe dê um abraço, demonstrando que você está ali para ajudá-la e que a ama.

Algumas coisas podem facilitar para que essa fase seja mais tranquila, com uma rotina diária, antecipar quais serão as atividades do dia, conseguir ter certo “controle” sobre o dia passa segurança a criança. No caminho ao passeio, vá explicando sobre o que terá, o que pode ou não ser feito, passe confiança a criança de que ela consegue se comportar e que se tudo der certo poderá escolher o desenho ou a brincadeira para vocês na volta para casa (por exemplo).

Quando houver possibilidade ofereça opções para que a criança escolha: “você quer ir para a escola de chinelo ou sandália? ”, “Hoje você quer ir de blusa azul ou rosa? ” Essas pequenas escolhas diárias fazem com que a criança seja estimulada em sua autonomia e ao mesmo facilite nas atividades cotidianas. Quando não houver opção, explique o motivo de você estar escolhendo “Você vai para a escola de casaco pois está frio e nem você nem a mamãe querem que você fique doente e não possa brincar”, explicações curtas e que façam sentido a criança, na maioria das vezes, costumam ser ótimas como prevenção a futuras crises de birra.

E quando procurar um especialista?
Em termos gerais, as crises de birras acontecem em reação a algum estimulo externo (não pode continuar brincando, teve que comer e não queria, teve que ir ao banho, etc) e dirigidas a alguém (frequentemente figuras de autoridade: mãe, pai, professora, etc). Se as crises de birra estão acontecendo sem motivo aparente, com muita frequência e difíceis de ser contornadas, vale a ida ao pediatra e/ou psicóloga infantil. Aquela tal de intuição de mãe na maioria das vezes está correta: Acredite na sua!


Fica a dica de hoje: Para as mamães que gostam de uma boa leitura, vale a pena dar uma olhada no livro “Eu já tentei de tudo” da psicoterapeuta Isabelle Filliozat. Nesse livro a escritora apresenta (com ilustrações muito bacanas) as “batalhas” do cotidiano vividas pelos pais de crianças entre 1 e 5 anos e também as reações mais frequentes dos pais. Isabelle propõem que possamos mergulhar na cabeça dos pequenos e entender o que essas birras está tentando nos dizer para assim podermos agir de maneira mais assertiva! 


Paola Ritcher, Psicóloga e Psicoterapeuta de crianças e adolescentes; 
Natana Consoli, Psicóloga e Psicoterapeuta de adultos, casais e famílias. 


Ambas fazem avaliação psicológica e prestam assessoria psicológica em instituições de educação infantil.
Saiba mais: 
Facebook: E aí Psi?
  

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Do Escuro ao bicho papão: Precisamos falar sobre os medos infantis


Você deu banho, a mamadeira, colocou o pijama favorito, ligou o abajur e o pequeno já vai logo avisando: Mamãe/Papai não vou dormir aqui! E começa a listar os inúmeros perigos escondidos no quarto: monstros embaixo da cama, bruxas fazendo barulho na janela, os fantasmas escondidos no escuro e por aí vai... a imaginação na hora do medo vai longe!


E agora o que fazer? Ligar a luz e mostrar que o fantasma é o reflexo no armário? Que as bruxas são só o vento lá fora ou ainda tentar explicar que monstros e os outros seres imaginários não existem? Ops, talvez essa não seja a melhor maneira de lidar com estas situações, por isso no post de hoje vamos falar sobre OS MEDOS INFANTIS!

Primeiramente, lembre-se que é natural e esperado que a criança passe pela fase dos medos, isso auxilia na construção da autoproteção, como se fosse uma “luz de alerta” que sinaliza que algo de ameaçador possa acontecer, evita que as crianças passem por perigos evidentes como subir em locais muito altos, por exemplo, seria preocupante se a criança não reconhecesse o risco de cair e se machucar.

Entre os três e cinco anos as crianças estarão naturalmente nessa fase do desabrochar dos medos: sejam eles reais ou imaginários, estes devem passar conforme o amadurecimento da criança, e cabe aos pais o papel de facilitar este processo. A primeira dica é: Subestimar o medo da criança é PROIBIDO! Lembre-se que você estará invalidando o sentimento que está sendo expresso pela criança, e isso só trará mais insegurança tendendo a piorar a situação. É necessário estar atendo nas “ameaças” que utilizamos durante o dia, será que é você que vem alimentando o bicho papão? “Se você não for tomar banho, o bicho papão vai vir lhe pegar”, então à noite o medo dele aparece e você diz que não existe?

Uma das maneiras mais eficientes na trajetória de superar os medos é conversar, sim, conversar! Assumir que é normal que as pessoas sintam medo, que inclusive você quando era pequeno sentia medo e que já  adulto ainda tem medos. Embarcar na imaginação do seu filho também é uma excelente opção. Se os monstros estão embaixo da cama, que tal vocês criarem um “spray espanta monstros”? (Um pouco de água com glitter em um borrifador darão conta do recado), um amigo guardião dos sonhos para proteger de pesadelos (o brinquedo preferido), um abajur ligado, afinal o bicho papão tem medo de luz, e por aí vai...

O importante é conseguir identificar qual a origem do medo da criança. Quando muito pequenas, por vezes as crianças não sabem nomear seus medos e apenas evitam determinadas situações, como dormir, por exemplo, apresente algumas opções “e se nós deixarmos a luz acesa?” ou “e se eu ficar aqui até você pegar no sono?” essas são maneiras simples de identificar o medo do escuro e o de ficar sozinho sem ter que perguntar isso a criança diretamente. Ler livros infantis onde os monstros são vencidos por heróis ou ainda os contos de fadas onde o mau sempre perde são ótimas estratégias para introduzir a conversa sobre os medos, convidar a criança a desenhar o medo e ajudá-la a transformar o medo em algo engraçado, também é uma ótima maneira de desconstruí-lo. O mais importante é demonstrar segurança!

Se mesmo com seu apoio e dedicação no combate aos medos as coisas ainda permanecerem difíceis, é preciso ficar atento para a necessidade de procurar um especialista para auxilia-los. A luz de alerta deve acender se a rotina da casa estiver se modificando por conta dos medos, ou se a criança está apresentando sofrimento diário, fazendo com que esteja perdendo de usufruir do contato com outras crianças, mudanças de comportamentos, dificuldade de brincar e se divertir.


Um psicólogo infantil irá auxilia-lo a lidar com a situação da melhor maneira possível, ensinando estratégias para lidar nos momentos de crises de medo e também a melhor compreender e desconstruir com a criança a origem do mesmo. Por vezes, pequenas modificações na rotina dos pequenos já dão conta para espantar para longe o bicho papão e sua turma.



Paola Ritcher, Psicóloga e Psicoterapeuta de crianças e adolescentes; 
Natana Consoli, Psicóloga e Psicoterapeuta de adultos, casais e famílias. 


Ambas fazem avaliação psicológica e prestam assessoria psicológica em instituições de educação infantil.
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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Ideias para o calendário do advento: esperando o Natal com as crianças!

Olá!!

Com o Natal se aproximando vou compartilhar uma ideia que adoro com vocês: o calendário do advento! Faz parte daquelas inspirações que a gente gosta e dá para fazer em casa com a participação das crianças.
Mas antes de colocar as fotos inspiradoras, vou falar um pouquinho sobre o porquê eu acho essa ideia estimulante e importante.

O calendário do advento é uma forma de fazer a contagem regressiva para o Natal. Ele teve início no século XIX, na Alemanha e significa anúncio, vinda, chegada. As famílias alemãs faziam a contagem com um simples risco de giz na porta a cada dia, começando em primeiro de dezembro. Algumas famílias tinham meios mais elaborados de marcar os dias, como acender uma nova vela (talvez a gênese das atuais coroas do Advento) ou pendurando um santinho na parede a cada dia.

O calendário do advento começa no dia 1º de dezembro e termina no dia 24, véspera de Natal. Há várias formas de montar e "trabalhar" o calendário com as crianças. Geralmente ele possui janelinhas, onde podemos colocar um doce ou pequenas lembrancinhas, uma mensagem, brincadeira ou tarefa a ser realizada em cada dia que antecede o Natal.

A manipulação do calendário do advento, além de ser um modo divertido de ensinar sobre a parte religiosa e o verdadeiro sentido da data, também estimula o desenvolvimento do amadurecimento infantil. Por volta dos 2 ou 3 anos já se pode apresentar o calendário do advento às crianças. Ela aprenderá a lidar com a ansiedade, pois só pode abrir uma janelinha por dia e ainda ajuda na compreensão da passagem do tempo.

Viram quantos benefícios?

Eu faço esse calendário aqui em casa desde que a Manu é pequeninha e ela simplesmente adora! É uma forma divertida de curtir momentos em família e aguardar a chegada do natal com magia e união. 

Eu usei feltro nas cores verde e vermelho, cola quente e tinta relevo dourada para fazer o calendário. Cada dia (eu preferi fazer até o dia 25) corresponde a um bolsinho, onde coloco pequenas surpresas para as crianças. Imaginem a alegria delas ao irem até o calendário fazer a contagem regressiva e se encontrarem um mimo!! É contagiante! Amo ver os olhinhos das cria brilharem! Adoro essa magia que envolve o Natal e a sensação que provoca nos pequenos!
Mas vocês não precisam colocar surpresinhas todos os dias, converse com os filhotes e avisem que tem dias que pode ter alguma coisa, outros não. Uma ideia linda é a cada dia proporcionar momentos para eles, como dia "X" fazer um desenho sobre o natal, dia "y" contar a história do nascimento de Jesus, dia "n" procurar uma fotografia da família em outro natal... use a criatividade e aproveite esses momentos únicos com eles!


Foto: Arquivo pessoal.
Manu ainda pequena super feliz fazendo a contagem para o Natal. Nesse dia teve surpresinha no calendário do advento <3
Inspire-se nessas ideias:

1) Envelopes decorados e pendurados, bem fácil de fazer.




2) Etiquetas no varal e papai noel: para quem pretende só realizar a contagem, sem necessariamente colocar surpresinhas ou tarefas.



3) Copinhos decorados no varal, uma graça! Lembrando que o lúdico atrai ainda mais as crianças.


4) Forma de cupcake: sensacional essa ideia!


5) Painel com prendedores: prático porque a criança não precisa abrir para descobrir o conteúdo. 

6) Saquinhos de papel kraft: para quem procura um calendário do advento mais clean.


7) Pequenos potinhos numa bandeja ou caixinhas de fósforos decoradas num grande vidro: uma solução para organizar o calendário sem precisar pendurá-lo na parte. Lindo!


8) Rolinhos de papel higiênico em duas versões: ideia sustentável e criativa tem que ter!

            


9) Cones coloridos para alegrar ainda mais a celebração!



Lembrando que a ideia aqui é celebrar o Natal junto da família a cada dia que o antecede. Seu filho terá oportunidade de observar a passagem dos dias conversando, ouvindo histórias sobre o natal dos pais, ouvindo canções ou abrindo as embalagens e receber recadinhos fofos de amor, pequenos mimos ou pequenas tarefas como decorar a árvore de natal.  

Beijos,


Tati






terça-feira, 25 de outubro de 2016

O que seu filho anda assistindo?

Você sabe o que seu filho anda assistindo na televisão, no tablet ou até mesmo no celular?

Foto: Google Imagens

A internet está aí e em tudo que é lugar temos acesso a ela. Vivemos conectados, compartilhando informações e momentos. Nossos filhos também. Mas além das redes sociais, eles fazem uso de outras ferramentas como o Google, o You Tube e a tv a cabo. Por isso é muito importante que nós, pais e mães, fiquemos atentos a programação que as crianças assistem.

Há alguns dias, na minha sala de aula (vocês sabem que sou professora), ouço um murmurinho sobre sexo seguido de algumas risadinhas e "carinhas apavoradas". Vocês acham comum ou até "bonito" um guri de 9 anos dizer "quando eu tiver 19 anos vou transar com todas as mulheres", ou coisas do tipo "passou a mão na bunda dela", "fulana transou com ciclano ontem" se referindo à seus colegas de turma. Eu não acho! Eu não estou de acordo! Nessa idade falta ainda muito amadurecimento para compreender a complexidade de uma relação.

Na fala desse aluno podemos observar também estereótipos de gênero sendo reforçados. O homem "pega" todas as mulheres, invade sua intimidade tocando-a... gente, precisamos rever isso! Como estamos educando nossos filhos? Não é bonito os pais acharem que o menino tem que ser pegador porque é um guri. Conversei com alguns responsáveis na reunião de pais da escola pois esse assunto realmente me assusta. As crianças passam muito tempo na internet e precisamos estar atentos ao que assistem e com quem interagem. 
Mas, como controlar isso, principalmente fora de casa?
Conheça os amigos/as e a família dos/as seus filhos/as, estabeleça horários para navegar na internet, bloqueie canais adultos na televisão, peça para ficar perto sempre que possível, espie o que estão olhando, navegue junto com elas, fiscalize o histórico de buscas no Google, e converse, converse muito, orientando sempre. 

Não podemos deixar as crianças completamente "soltas" em frente ao computador. Fiscalizem! É sério! É importante!

Crianças são curiosas por natureza, mas também são vulneráveis. Sua segurança e cuidados depende de nós.

Questões como essa vão surgir na escola ou em casa. Converse com seu filho/a, responda sua pergunta até onde a criança possa compreender, nada a mais. Tudo tem seu tempo! Pense no futuro. Seu filho/a pode criar expectativas desnecessárias nessa etapa do seu desenvolvimento. E criança precisa aproveitar seu tempo sendo criança, brincando junto de dos amigos em tempo real, assim elas aprenderão que essa é a melhor rede social que existe! 



Mais dicas de cuidados com as crianças você pode encontrar no nosso parceiro Gestação Bebê. Vale a pena visitar!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Cuidado: Crise de birra identificada! Como lidar com a birra infantil.

Como lidar com a birra infantil


 Seu filho sempre foi um bebê bonzinho, calmo, com horários regrados, ia no colo de todos, agora está crescendo, aprendendo coisas novas, já sabe andar, falar, já tem suas preferencias e BUUUM!!! De uma hora para outra: se joga no chão quando contrariado, atira os brinquedos longes na hora de guardar, grita e esperneia se não for do jeito que ele quer? CUIDADO: CRISE DE BIRRA IDENTIFICADA! Bem-vinda a esta nova fase do desenvolvimento, sim, nós dissemos fase, respira fundo e vem conversar com a gente sobre como lidar nesses momentos e entender porque ele está fazendo isso.

Mais ou menos por volta dos 2 até aproximadamente os 4 anos, a crianças começará a tentar impor suas preferencias e vontades, porém ainda não terão maturidade suficiente para lidar com a frustração de ser contrariado. É nessa faixa de idade que as crianças irão testar os limites dos pais e aprender que nem sempre as coisas são como desejamos. Como ainda não sabem lidar com o “NÃO” e a sensação de estar se sentindo frustrados elas vão sim, chorar, gritar, espernear, se jogar no chão e tudo mais, pois a sua maneira de lidar com a situação será explodir e tentar reverter a decisão dos pais!

Então está lançado o desafio, respirar fundo, não se deixar levar pelo grande espetáculo, ainda mais quando este acontece no meio do shopping, supermercado ou naquela festa da empresa, onde a sua única certeza é querer que ele pare imediatamente com aquilo. Sim, sabemos que vocês gostariam que pudéssemos dar aqui uma solução simples e rápida para isso, mas infelizmente, não existe uma fórmula mágica!  Mas algumas dicas podem sim ajudar (e MUITO!) nesse desafio.  Primeiramente, cuidado para não cair na tentação de travar ali mesmo um cabo de guerra de quem grita mais alto! Ficar repetindo que NÃO vai, que NÃO pode, que NÃO quer, adivinhem? NÃO vai adiantar de nada! Nessas horas o “não” é simplesmente ignorado.

Quer experienciar isso? NÃO pense em um urso! Opa, você pensou né? Viu? Você está desobedecendo!

Nessas horas, opte pelo PARE e em seguida oferte outras opções, desviar o foco do pequeno será muito melhor do que longos discursos e explicações. Deixe a conversa, olho a olho (sim, lembra que já falamos sobre se abaixar na altura da criança?), para depois quando a criança estiver mais calma, assim você poderá explicar e lhe dar um abraço, mostrando que entende o que ela sentiu e que está ali.

É bastante importante, aos poucos, começar a ensinar a criança a saber identificar aquilo que está sentindo, nomear as emoções e saber valida-las. Frases como “Eu entendo que você está muito bravo porque não ganhou o brinquedo” e “ Percebo que você ficou triste porque não comeu sorvete” são belos exemplos. Assim a crianças se sentirá de certa forma compreendida, que você sabe como ela  está se sentindo, mas que naquele momento não era possível ter o que ela desejava por tal razão.

Lembre-se de ser firme e manter aquilo que foi dito, por vezes no anseio de interromper a crise de birra, os pais acabam cedendo ao desejo da criança, e é exatamente aí que mora o perigo. Pois assim, a criança aprenderá que com as crises de birra acaba conseguindo o que querer e assim elas tendem a ser mais frequentes. Por outro lado, se perceber que vocês deram um passeio ao shopping ou foram ao supermercado e a crianças conseguiu desfrutar deste momento e não fazer birra, ELOGIE! Mostre como foi positivo e como você ficou feliz com o comportamento dela, assim já estará prevenindo possíveis novos episódios.

Assim como tantas outras que virão, a fase das birras, é apenas uma fase, ela virá e passará. Lembre-se disso! 


Paola Ritcher, Psicóloga e Psicoterapeuta de crianças e adolescentes; 
Natana Consoli, Psicóloga e Psicoterapeuta de adultos, casais e famílias. 

Ambas fazem avaliação psicológica e prestam assessoria psicológica em instituições de educação infantil.
Saiba mais: 
Facebook: E aí Psi?