segunda-feira, 15 de maio de 2017

Agressividade infantil

Pode parecer estranho, mas é comum que as crianças, principalmente, as menores expressem sua raiva batendo, seja nos brinquedos, nos amigos e sim, até mesmo nos pais. Nessas horas o que ou quem estiver ao alcance vira alvo. Mas calma! Isso não quer dizer que ele/ela seja ruim, malvado ou cruel, só não está sabendo como expressar suas emoções de uma maneira mais assertiva.




O primeiro passo para lidar com essa situação é entender que a raiva é uma emoção e que todos nós iremos experienciar momentos que nos despertem raiva, e ISSO É TOTALMENTE NORMAL! O que temos que atentar aqui é entender o que a criança está querendo nos dizer com esse comportamento e quando ele aparece. A maioria das crianças apresenta um comportamento agressivo quando contrariada, ou seja, eles estão aprendendo ainda a lidar com a frustração e a entender que na vida nem sempre podemos fazer tudo que desejamos.  E este é o ensinamento que devemos passar justamente nessa fase.

 Outra situação onde os comportamentos agressivos podem aparecer, ocorre quando eles não sabem nos expressar o que realmente estão sentindo, e que pode muitas vezes não ser raiva, e sim outro sentimento como  insegurança, tristeza, saudade, etc. Existem diversas situações e mudanças com as quais uma família pode estar tendo de lidar e não se dar conta de que a criança está sim percebendo que algo não vai bem ou que algo mudou e nada foi explicado a ela. E aqui estamos falando desde coisas mais simples como a chegada de um irmãozinho, mudança de casa ou escola, até situações mais complexas como a separação dos pais ou luto na família.

A agressividade não deixa de ser uma forma de linguagem, precisamos ensina-los então outros meios de comunicação das emoções. Por se tratar de algo que precisa ser aprendido o primeiro passo é pensar como você comunica suas emoções para criança? Será que você também por vezes não utiliza da agressividade para lhe dizer como está sentindo? Não estamos falando apenas em agressões físicas, mas também no modo de falar. Como já mencionamos antes, seja no engarrafamento, na derrota do seu time ou quando ele/ela quebra algo seu por engano...estamos o tempo todo expressando reações e eles a maioria das vezes estão por perto, e SIM! Eles prestam atenção mesmo que não digam nada.

Tendo isso em vista, precisamos lembrar de algumas coisas, então pega o bloco de notas que lá vem as dicas:

- Já que não queremos que eles tenham este tipo de comportamento, suas vontades expressadas por meio da agressividade NÃO DEVEM ser atendidas. 

- Persistência, nada de dar o brinquedo que ele quer só porque começou a se atirar no chão da loja de brinquedos. Nada de correr atrás da criança para dar almoço porque ele começou a jogar os brinquedos longe porque não queria parar de brincar. A criança precisa entender que NÃO TERÁ o que quer apenas porque está fazendo um “show”.

- Auxiliar a criança a nomear e entender o que ela está sentindo é essencial.  Frases como “Entendo que você esteja bravo, mas não pode quebrar seus brinquedos pois não terá com o que brincar depois”, “Acho que você está triste porque queria continuar brincando mas agora você precisa almoçar e depois pode brincar”.

- E quando ele resolve partir para cima, o que fazer? Segure o braço, pé, brinquedo ou o que ele estiver usando para lhe atingir e diga: NÃO! Você não pode fazer isso só porque está _____( ajude-o a nomear o que está sentindo). E interrompa o comportamento imediatamente. Lembrem: crianças aprendem por causa e efeito.

- Deixe a conversa sobre comportamento adequado para quando o “pico da emoção” já estiver passado. Ou seja, espere a criança se acalmar para então iniciar uma conversa, demonstrando que não é o que ele está sentindo que você desaprova e sim a maneira como ele está comunicando.

- E como fazer ele se acalmar? O uso do “tempo chato” pode ser uma boa estratégia nesses casos. Um tempo sem tv, sem brinquedos, sem distração, apenas para acalmar. Vale um lugar no sofá, uma almofada no chão, a cama, etc. Um lugar onde a criança relaxe e volte ao equilíbrio.

- Tome cuidado com frases como “Que feio ficar bravo”, “Chorar é coisa de bebê”, porque dessa maneira estamos dizendo que ele não pode se sentir assim, ou não pode chorar. Todo mundo sente raiva, tristeza, saudade, amor, alegria, de vez em quando, e seu filho não é exceção.

- Quando o comportamento agressivo aparecer entre as crianças, procure imediatamente separa-los, primeiro ouvir aquele que “sofreu” a agressão, e depois  quem agrediu, entender o que aconteceu e explicar que mesmo que esteja bravo (por exemplo) não pode bater no amigo pois o machucou. E agora o que ele precisa fazer? Pedir desculpas! Sim! Muitas vezes procuramos afastar as crianças e dizer: “fique longe do fulano porque ele te machuca” e ao invés de ensinarmos o perdão estamos ensinando que devemos excluir aqueles que fazem algo que nos desagrada.

         Finalizando, entramos no velho dilema sobre a famosa “palmadinha” como forma de correção, pois pensa com a gente: O que estamos ensinando quando batemos na criança quando ela faz algo que nos desagrada? Sim! Que quando não gostamos de algo podemos bater! E agora? Se damos este exemplo, como faremos o discurso de que bater não é a maneira correta de lidar com a frustração?
       Nesse caso nem a melhor das explicações na hora que a criança for agressiva irá mudar seu comportamento. Afinal, O exemplo é sempre a melhor escolha!






Paola Ritcher, Psicóloga e Psicoterapeua de crianças e adolescentes; e Natana Consoli, Psicóloga e Psicoterapeuta de adultos, casais e famílias.
Facebook: E aí Psi?




quinta-feira, 4 de maio de 2017

Festa tema Monstrinhos

Adoro temas de festinhas infantis que fogem um pouco do comum. E tem tanto tema divertido e lindo como esse dos "monstrinhos" que deixam qualquer festa simples ainda mais encantadora e colorida.

Eu adoro esse tema! A festa fica cheia de cor e alegre! Como são as crianças!

Inspire-se no tema e veja como uma festa simples, feita em casa (daquele jeitinho que vocês sabem que eu adoro) pode ficar incrível! 

Essa foi a festinha do meu sobrinho João Gabriel, toda pensada e elaborada com muito amor pela mamãe Dani. 

Confiram! 


Amei essa cortina de bolas coloridas, uma ideia simples e linda!


Detalhes da mesa: monstrinhos feitos de feltro pela mamãe, um charme!



Delicias decoradas no tema da festa, tem que ter! Aqui pirulitos de chocolate decorados com monstrinhos coloridos.


Bolo temático lindo! E ainda da para aproveitar os brinquedinhos das crianças para decorar.


 As bandeirinhas deram um charme para a mesa!


Caixas coloridas serviram para colocar algumas lembrancinhas.


Monstrinhos sorridentes e do bem!


 Lembrancinhas: biscoitos produzidos pela vovó e pela mamãe e embalados no tema da festa. Geleca para as crianças se divertirem e personalizados! Tudo lindo!

Criatividade: acho o máximo propor coisas diferentes nas festinhas. Além dos brinquedos que geralmente colocamos para as cria, que tal incluir alguns itens para os pequenos se divertirem? Um painel porta-retrato e boquinhas divertidas para uma selfie criativa!



 O aniversariante lindo da tia, João Gabriel, e a mamãe Dani! <3

    


Fotos Arquivo Pessoal by @maedegurieguria




Inspire-se e faça sua festa também! As crianças amam ver os preparativos!

Se tu fez alguma festinha assim, caseira e linda, e quiser compartilhar dicas com outras mães festeiras, me manda as fotos por e-mail. Ela pode aparecer aqui no blog! Vou adorar ver e compartilhar!

Beijos e até a próxima festa!


Tati


terça-feira, 18 de abril de 2017

Fora de casa eu perco a língua

“Fora de casa eu perco a língua”: 
um texto sobre as diferenças de comportamento em casa e na rua



Vocês conhecem crianças que em casa falam muito, brigam com os irmãos, fazem birra, batem o pé até conseguirem o que desejam e nos outros ambientes que circulam são o oposto? Tornam-se crianças quietas e que mal consegue se ouvir o “oi”, de tão baixinho que sai. Sentam-se ao lado dos pais e nem com todo o incentivo do mundo vão brincar com as outras! Pensou em alguém? Hoje vamos tentar entender um pouquinho o que se passa com esses pequenos.


Podemos estar falando de uma criança tímida. Uma criança tímida tem mais autonomia e se sente muito mais segura para agir e falar em um ambiente que ela já conhece bem, como sua casa ou casa dos avós, por exemplo. Já em locais estranhos e com pessoas que ela não tem vínculo, ela não tem coragem de se expressar. Nesses casos é muito importante incentivar o convívio e apoiar a criança, mas sem obrigá-la a nada. Cada um tem o seu tempo para se sentir seguro e a sua maneira de se relacionar. Se você sente que seu filho está com vontade de ir brincar, mas está com vergonha, nomeie esse sentimento a ele, diga que você em alguns momentos sente vergonha e que não tem problema algum se sentir assim. Depois, diga a ele que você vai ajudá-lo a enfrentar essa vergonha.


Use a imaginação e diga que existem vários bonequinhos na cabeça dele e que agora está na hora de chamar o bonequinho da coragem e colocar o bonequinho da vergonha para dormir. É preciso entender que isso é difícil para ele e que talvez leve mais tempo do que você deseja, por isso não desista de conversar e apoiar, demonstrando que você o entende e está com ele nessa! Outra dica legal, se a criança for mais novinha, é sugerir que eles usem mascaras de algum personagem que eles gostem, assim, não é “João” ou a “Maria” que precisam enfrentar uma situação nova, mas o “Batman” e a “Peppa”. 

Outra possibilidade que pode fazer com que a criança aja dessa forma é a insegurança que ela tem em si e a baixa autoestima. Uma criança que não sente um apego seguro em relação aos pais e que não tem a percepção de que se acontecer algo de errado, ela terá em quem se apoiar, ela tende a ter medo de participar de qualquer coisa fora de casa. Isso vai de encontro também com a baixa autoestima, uma vez que ela não se sente capaz de acertar, tende a acreditar que o seu envolvimento com as outras crianças não será bem vindo ou que ela não tem potencial suficiente para fazer coisas tão legais quantos os seus amigos. Nesse caso, é importante que os pais possam refletir se não estão exigindo demais da criança e a forma como estão aceitando o que a criança faz. Lembramos que as crianças não devem ser comparadas e que elas necessitam dos elogios dos pais sobre o que fazem. Mesmo que não esteja 100%, elogiar é motivar!

E, por último, mas importantíssimo, ensine o seu filho a conviver fora de casa. Dê limites e dê muito amor e junto com isso, ensine ele a respeitar os limites dos amigos e a se respeitar também. Costumamos dizer para as crianças o que elas devem fazer, mas temos que ensiná-las também o que elas não devem admitir que os outros façam com elas. Deixe seu filho se expressar em casa, encoraje-o, incentive-o e diga a eles inúmeras vezes que você sempre irá defendê-lo quando ele precisar. Diga a ele como ele deve agir quando os colegas fizerem algo que ele não goste e quando ele lhe contar, ajude-o a resolver.

Se o ambiente familiar for saudável, a criança sempre será mais extrovertida ali, pois ali ela se sente amada e tem intimidade suficiente para ser ela mesma. Com paciência e muita conversa, precisamos identificar porque fora de casa ela está agindo de maneira tão oposta e ajudá-la a resolver o problema, seja ele timidez, insegurança, baixa autoestima ou qualquer outra pequena coisa que possa estar travando a socialização. Vale ressaltar que deve-se sempre atentar se a criança não está sofrendo bullying e observar se a falta de iniciativa ocorre sempre com o mesmo grupo de crianças, pois a criança pode estar se sentindo mal nesse ambiente por algum motivo que você ainda não percebeu. 



Paola Ritcher, Psicóloga e Psicoterapeua de crianças e adolescentes; e Natana Consoli, Psicóloga e Psicoterapeuta de adultos, casais e famílias.
Facebook: E aí Psi?




segunda-feira, 10 de abril de 2017

Livros Infantis para a Páscoa

Hoje trouxe algumas sugestões de livros infantis sobre a Páscoa. 

Sempre procuro livros para trabalhar a temática da Páscoa com meus alunos e para facilitar a vida das profes como eu (e das mães, pais e pequenos leitores, claro!), selecionei alguns para o Blog. 
Alguns dos livros falam sobre a Páscoa, outros apenas tem como personagem principal o coelho, tratando de outras temáticas, porque eu gosto de diversificar a leitura. Também selecionei livros para faixas etárias diferentes.
Espero que possam aproveitar!



O COELHINHO QUE NÃO ERA DE PÁSCOA

SinopseVivinho é um coelho normal: Tem muitos irmãos e uma família legal. E o que ele vai ser quando crescer? Coelho de páscoa, só pode ser! Mas vivinho quer outra profissão. Será que os pais vão aceitar sua decisão? Escrito por Ruth Rocha e ilustrado por Elisabeth Teixeira, Ed. Salamandra.



A PRIMEIRA PÁSCOA

Sinopse: Esta obra apresenta a história da crucificação e da Ressureição de Jesus Cristo que está na Bíblia, e aqui é recontada com simplicidade e sinceridade. É a história de um renascimento e de um eterno amor. A história do verdadeiro significado da Páscoa. Escrito por Lois Rock e ilustrado por Sophie Allsopp. Ed. Rosari.




SABE QUEM PUXOU AS ORELHAS DO COELHO?


Sinopse: Na festa da cenoura, alguém puxa a orelha do coelho, mas ele não vê quem é. Todos riem dele, e ninguém quer contar quem fez a travessura. Então, Sapeca arma um truque para pegar o engraçadinho no pulo. Escrito por Elza Cesar Sallut. Ed. Scipione.


COELHO MAU

Sinopse: Um dia, os pais do coelho Fofinho recebem uma carta do filho, contando que fugiu de casa, entrou para a turma dos Coelhos Sinistros e tem um novo nome: Coelho Mau. Começou a fazer todos os tipos de grosserias, deixou de lado a higiene e até tingiu o rabo e fez um piercing. Mas o que motivou essa transformação tão esquisita e repentina? Essa é a dúvida não só dos pais de Fofinho, mas também do leitor de 'Coelho Mau'. Só que a resposta para o comportamento de Fofinho é desvendada apenas em um P.S. no rodapé da carta, que coincide com o final do livro.
Por meio de texto curto e simples e muitas ilustrações divertidas, o livro mostra como uma idéia criativa pode salvar uma pessoa em momentos difíceis. Escrito pela inglesa Jeanne Willis e ilustrado por Tony Ross, dois nomes premiados da literatura infantil, e com tradução de Heloisa Prieto, 'Coelho Mau' é indicado para crianças a partir dos 6 anos. Editora Ática



UMA HISTÓRIA DE PÁSCOA

Sinopse: Quando a Páscoa se aproxima, meninos e meninas ficam ansiosos por ovos coloridos, chocolates, presentes. Mas só as crianças têm desejos? E os coelhos? O que desejariam ganhar em um dia tão especial? Joãozinho e o coelho Dudu terão motivos de sobra para comemorar a Páscoa juntos. Escrito por Ana Maria Machado e ilustrado por Adilson Farias. Ed. Salamandra.


PÁSCOA NO GALINHEIRO

Sinopse: Mal acabara de ser posto, uma pergunta pairou no íntimo do Ovo - Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Especulações à parte, ele tinha um sonho, um desejo - o Ovo de galinha sonhava em se tornar um ovo de Páscoa. Gigante, bonito, todo brilhante, vestido em papel colorido, amarrado com fita... Levando alegria para uma criança no domingo de Páscoa. Quieto, no seu ninho de palha, o Ovo seguiu em seu devaneio. Foi na véspera da festa pascal, que o Ovo de galinha teve um encontro inesperado - ao lado dele estava o Ovo de Páscoa. E ali, encarando o seu sonho feito em chocolate, ele descobriu o seu valor. Escrito por Eduardo Bakr e ilustrado por Lucia Hiratsuka. Ed.Paulinas.





BEBÊ MORANGUINHO - PRIMEIRA PÁSCOA

Sinopse: Chegou a hora de a Bebê Moranguinho comemorar a primeira Páscoa! Que felicidade! Ela também vai explorar uma caixa de brinquedos muito especial com o cãozinho Rocambole e o gatinho Pudim. Que tal brincar junto com eles? Ed. Fundamento.



MORANGUINHO - FELIZ PÁSCOA

SinopseA Moranguinho teve uma ideia incrível para comemorar a Páscoa: ela e as amigas vão enfeitar um montão de ovos e escondê-los no Bosque das Frutinhas. Quem encontrar mais ovos ganha uma linda surpresa! Ed. Fundamento.



RABBITMAGICA

SinopseSe você souber onde procurar, há magia em todo lugar!Sempre muito sensível, a Lottie descobriu um simpático coelho vivendo em péssimas condições em um pet shop que vende animais “comuns”. Ela então decidiu que faria de tudo para tirá-lo de lá! Só que isso deixou a Sofie, sua cachorrinha e parceira de magias, muito incomodada – o ciúme foi tanto que a pequena cadela fugiu de casa! Muito triste, a Lottie acabou discutindo com sua melhor amiga, a Ruby, e brigando na escola. Tudo o que ela conseguia pensar era no que seria dela se Sofie nunca mais voltasse! Como se isso não bastasse, a Lottie anda intrigada com os estranhos sonhos que vinha tendo com seu desaparecido pai – eles parecem super-reais! Será que isso é um sinal de que algo muito importante está por vir? De Holly Webb, Ed. Fundamento.


A MAGIA DE MOLLY - A COELHINHA INVISÍVEL

SinopseDiversão e aventura em uma história irresistível! Mais uma vez, a Molly vai usar seu dom de conversar com os animais para ajudar um bichinho muito especial! A Floco de Neve é uma coelha sapeca e esperta que tem se comportado de um jeito estranho: ela anda sumindo de uma hora para outra! Será que a Molly pode ajudar o dono da Floco de Neve, o mágico Alberto, a descobrir o que está acontecendo? Ou será que a coelhinha pode desaparecer para sempre e colocar a nossa amiga em uma bela encrenca? Ed. Fundamento.



Boa leitura!


sexta-feira, 31 de março de 2017

A Ansiedade infantil

Como lidar e quando se preocupar?


Mudança de escola, apresentação em público, separação dos pais, mudança de casa, morte de alguém próximo... essas são algumas das inúmeras situações onde a criança poderá vivenciar sentimento de ansiedade. Sim, isso é normal! A ansiedade é mais uma das emoções com as quais a criança (assim como os adultos) irão experienciar durante a vida. Mas então, com o que se preocupar?

Os transtornos relacionados a ansiedade não são dificuldades apenas dos adultos, pelo contrário, estudos vem demonstrando que esses casos vêm crescendo e muito nesses últimos anos. No Brasil estima-se que o número de crianças com o transtorno de ansiedade aumentou em 60% entre 2001 e 2011, de acordo com o Centro de Atendimento e Pesquisa de Psiquiatria da Infância e Adolescência (Capia) da Santa Casa do Rio de Janeiro.

Então como saber se o que a criança está apresentando é normal ou requer ajuda de um profissional? Os pais devem estar atentos a intensidade com a qual a criança irá ficar ansiosa, a duração dessa emoção e também a quantidade de sintomas que ela apresenta nessas situações e observar ainda se isso está interferindo nas atividades diárias das crianças. Os principais sintomas da ansiedade são agitação excessiva, euforia, excitação, apego excessivo e intenso aos pais (dificuldade em afastar-se), dores de barriga e cabeça, ânsia de vômito, problemas de relacionamento em geral (tanto na escola como com familiares), ataques de pânico (choro excessivo, sensação de falta de ar, sudorese intensa), roer unhas e dificuldade de aprendizagem etc.

Estes sintomas, normalmente, ocorrem frente a uma situação nova ou que a criança não esteja preparada para enfrentar, e são uma reação normal do nosso corpo. Porém se estes sintomas se estendem por dias ou por diversas vezes, fazendo com que a criança apresente prejuízos e perdas nas suas atividades cotidianas devemos ficar em alerta!
Transmitir sentimentos de segurança e amparo para a criança são essências para que possamos permitir que ela consiga expressar como se sente e o que ela imagina que faz com que ela se sinta assim. A maioria das crianças nesses casos, tem receio em falar o que está acontecendo por medo de serem julgadas como fracas ou medrosas. Por isso a importância de mostrar-se disponível para enfrentar juntamente com a criança suas “situações problemas” fazendo com que ela se sinta mais confiante e segura para encarar tais situações. Por vezes na tentativa de ajudar, acabamos tornando os medos maiores, nada de tentar fazer com que a criança encare aquilo que ela está temendo “na marra”. Entender que o esforço é mais importante que o resultado, fará com que a criança aprenda que ir tentando aos poucos também é algo positivo, então ao invés de elogiar pela sua inteligência, elogie o esforço que a criança fez para obter tal resultado (mesmo que ainda seja um pequeno passo).


Se as coisas estiverem difíceis e você perceber que a criança está apresentando frequentemente os sintomas psicológicos e físicos frente a tais situações, chegou a hora de procurar um especialista. O diagnóstico precoce é fundamental, pois auxilia para que a criança não venha a desenvolver patologias mais graves no futuro. Psicólogos e psiquiatras são os recomendados para que seja feita uma avaliação na criança. A psicoterapia neste caso, irá auxiliar a criança a criar um repertório de estratégias que podem ser usadas antes e durante os sintomas de ansiedade, auxiliar os pais a entender o que está acontecendo e também como estes podem ajudar a criança nessas situações.



Paola Ritcher, Psicóloga e Psicoterapeua de crianças e adolescentes; 
e Natana Consoli, Psicóloga e Psicoterapeuta de adultos, casais e famílias.
Facebook: E aí Psi?