quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Como escolher a escolinha do filho? Algumas orientações para fazer uma boa escolha.

A Educação Infantil é uma das fases mais importantes da vida escolar da criança, trazendo vários benefícios para o desenvolvimento infantil. Quando bem estimuladas, as crianças aprendem a conviver, a estreitar relações com o outro, avançam na sua capacidade motora, se desenvolvem de forma integral e ampliam sua linguagem verbal e corporal.
Por isso, muitas famílias ficam muito apreensivas na hora de matricular os filhos na escola de educação infantil, gerando dúvidas e receios.
Para tentar ajudar nessa tarefa e clarear um pouco as ideias, resolvi listar aqui algumas questões que julgo ser necessárias observar antes de efetuar a matrícula. 
Muitos pais perguntam, primeiramente, se tem uma idade apropriada para a entrada da criança na escola. A resposta é não. Tem médicos pediatras que indicam que o melhor é matricular os filhos após os dois anos de idade, por questões de imunidade, de prevenção de doenças. Mas, o que deve ser levando em consideração aqui é a estrutura familiar, se há disponibilidade da mãe ou do pai ou outra pessoa da família estar com o filho em tempo integral ou não. Depende das circunstâncias em que se vive, se o filho tem espaço suficiente para brincar em casa, se tem proximidade com outras crianças da mesma idade, entre outras. Muitas famílias precisam colocar seus filhos em escolas desde os primeiros meses do bebê, outras já conseguem após um ano. Vai depender de cada uma. Definida essa questão, listo abaixo algumas observações importantes que precisam ser avaliadas antes de optar pela escola:
1. Pense no que você deseja e espera da escola. Quer que ela apenas ofereça cuidados básicos, como a higiene, a alimentação e o sono do seu filho; ou espera um comprometimento maior em relação ao seu desenvolvimento cognitivo, social e emocional? Defina isso.
2. Faça uma pesquisa e liste as possíveis escolas que seu filho possa frequentar. Observe a proximidade da escola à sua casa ou ao seu trabalho. Filtre-as, não dá para visitar todas. Pesquise na internet, se tem sites ou redes sociais, vejas fotos, murais, leia textos informativos, colha informações e indicações de outros pais.
3. Marque visitas, geralmente as escolas não recebem pais sem horários previamente agendados. Não faça uma lista muito extensa, o ideal é visitar no mínimo três para poder fazer comparações.
4. Estrutura da escola. Pergunte, esclareça suas dúvidas com a coordenadora pedagógica. A escola deve ter autorização de funcionamento da secretaria municipal de educação. As professoras precisam ser formadas em Pedagogia, as auxiliares podem ser estagiárias. Caso sejam oferecidas refeições na escola, é necessário uma nutricionista responsável pelo cardápio. É importante também saber do número de crianças por turma. Para as turmas com crianças de 0 a 2 anos de idade, o recomendado pelo Ministério de Educação é o máximo de 8 crianças por professora; para as turmas de 3 anos, o máximo de 15 crianças por professora e para turmas com idade entre 4 e 5 anos, o máximo de 20 crianças por professora.
5. Espaço físico. Vários itens devem ser avaliados aqui: segurança ao entrar e sair da escola, e também dentro (veja se existem interruptores sem proteção, escadas, fios soltos, como são os acessos à outros anbientes, pátio externo, armazenamento do lixo), iluminação (o ambiente interno deve ser bem iluminado e arejado), higiene (limpeza do local, descarte do lixo), cozinha e refeitório (devem ter móveis apropriados), sala para descanso (se existe e se tem berços ou colchontes para o descanso), biblioteca, salas de atividades com mesas e cadeiras acessíveis e brinquedos disponíveis e ao alcance das crianças.
6. Proposta pedagógica. Não menos importante que o espaço físico e a estrutura da escola. O que a escola oferece e de que forma isso ocorre? A escola segue alguma abordagem pedagógica, trabalha o coletivo, valoriza a produção das crianças, realiza atividades artísticas, oferece jogos, promove o desenvolvimento cognitivo, emocional e social atráves do lúdico? Na educação infantil, todo o aprendizado da criança deve ter como base o brincar.
7. Ambiente externo. Observe o pátio, os brinquedos, o espaço oferecido e como as crianças o utilizam, se vão todas juntas ou há horários para cada turma.
8. Rotina escolar. A rotina é muito importante e estruturante. O ideal é conversar direto com a professora da turma e perguntar como ela estabelece essa rotina diária (atividades, brinquedo, histórias, pátio, higiene, descanso, alimentação.)
9. Atividades extras. Geralmente as escolas oferecem atividades inclusas no currículo, como aulas de música, artes, inglês; e outras que são oferecidas através de cobrança extra, como balé, judô, natação.
10. Contato com os pais. Como ocorre o estreitamento da relação entre escola e família, periodicidade das reuniões de pais, eventos, comunicação entre as partes.
11. Conversa com a professora. Acho essencial. Não adianta só gostar da escola e da proposta pedagógica e não "ir com a cara" da professora. Afinal, é ela quem vai estar com seu filho todos os dias. Converse, pergunte, sinta o clima na sala de aula com as outras crianças.
12. Confiança, empatia. Os pais precisam confiar na escola, estar de acordo com o jeito que ela prepara as crianças. É uma questão de se sentir parte, de gostar, de ficar bem com a escolha.
 
São vários itens mesmo, sabemos que a escolha não é fácil e que não existe uma escola perfeita. Certamente você vai "esbarrar" em algumas questões das que citei ou até mesma outras que você julgar importante. Mas, e aí, o que fazer? Avalie os prós e os contras, como colocar numa balança, e veja se a escola tem mais pontos positivos do que negativos e se eles bastam para que seu filho possa frequentá-la.
E não deixe de escutar seu coração, ele vai te indicar o caminho!
 
Abraço,
 
Tatiane Gallas

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