terça-feira, 6 de outubro de 2015

Lembranças de minha infância!

Olá pessoal!

Falar em infância é meio nostálgico, e meio mágico até.
Para mim, a infância é uma das fases mais bonitas da nossa vida, a que dá mais saudades. Por isso é tão importante termos uma infância feliz, regada a muito carinho, alegrias e por que não, algumas traquinagens!

Eu com uns 8 meses...fofa né gente?

Eu não fui uma guria peralta, pelo contrário, era muito quietinha. Brincava  sozinha, com amigos e meus irmãos. Minha infância foi muito alegre, com momentos incríveis e felizes!
No bairro onde morava havia várias crianças com idades próximas, aí já viram a bagunça né. Fui privilegiada de poder brincar livremente pelas ruas do bairro, inclusive nas noites quentes do verão gaúcho. Andava de bicicleta (a dos amigos, porque eu não tinha nessa época), brincava de boneca, de casinha e de aulinha (pois é, acho que veio daí minha profissão hahaha), de pega-pega, de caçador e de esconde-esconde, e ainda à noite! As preocupações dos meus pais naquela época (afe, peguei pesado agora, parece coisa de gente idosa, rs) não eram as mesmas que temos hoje. Porque não dá para "largar" nossos filhos assim...eu pelo menos não arrisco!

Quando paro para pensar quando eu era criança, vem várias lembranças na cabeça...como os banhos de chuva! Uma delícia aquelas chuvas de verão, torrenciais quase, mas que passam logo (morria de medo de ficar molhada embaixo dos postes e fios!). 
Lembro dos meus animais de estimação...tive vários cachorros e gatos! Como os amava, cuidava e dormia com eles (meu pai ficava louco, mas os gatos que tive eram todos folgados). 
Lembro dos cremes de chocolate com merengue que minha fazia para comermos quentinho no inverno...os sabores da infância talvez sejam as lembranças mais marcantes! O cheirinho do pão caseiro...o churrasco de todo o domingo (ah, como toda boa família gaúcha faz!). Dos chocolates "Refeição" e "Stikadinho" que meu pai trazia após o dia cansativo do trabalho.
Falando no inverno, lembro de sair mega agasalhada para escola, porque estudava de manhã, e já maior lembro dos dedos "endurecerem" de tão frio, pareciam que iam congelar mesmo!
Tinha as brincadeiras nas casas das amigas, das vizinhas, dos atrasos para voltar para a casa e das broncas que levava da mãe por ter chegado depois do horário combinado!
Lembro dos encontros da família toda na casa dos meus avós, dos primos reunidos nas festas de final de ano, dia das mães, dos pais...uma bagunça boa no porão do vô paterno, a gente entrava meio sem avisar e ficava olhando as coisas, investigando, imaginando... das explorações na chácara da minha vó materna e nas "expedições" no meio rural, no sabor do sagú e do bolinho que a vó fazia...
De andar muito no balanço que meu pai mesmo fez...(e que depois fez outro pra Manu e pro Davi)
Das nossas viagens à praia...era mesmo uma viagem...somos quatro filhos (tenho mais dois irmãos e uma irmã). Imaginem os quatro dentro de um fiat 147 com o bagageiro lotado! E nem o uso do cinto de segurança era cobrado na época! 
A gente brincava muito, se divertia, mas brigava também, como todo irmão faz! Uma loucura! 

Realmente me sinto uma sortuda por ter vivido esses momentos, numa infância mais "solta" e despreocupada. Não tinha internet. Não tinha canais a cabo, nem dvd. Não tinha aula em turno integral. Nem carro meus pais tinham quando eu era pequena. Andava de ônibus. Tomava água da torneira. Andava descalça. Ajudava nas tarefas de casa. Simples assim! Mas tinha amigos, irmãos, e muita imaginação! Tinha uma certa liberdade para ser criança! E isso não tem preço que pague!

Um dos meus grandes desejos é que meus filhos possam viver uma infância feliz e lembrar dela com muito carinho depois. Muito mais difícil ter uma infância livre nos dias atuais, mas dá para desligar mais a televisão e ir brincar numa pracinha! Dá para tomar um banho de chuva e andar descalço! Dá para fazer o bolo preferido deles uma vez por semana. De ir na casa dos avós e sentir o amor que mora lá, de visitar os amigos que tem filhos na mesma idade, entre tantas outras possibilidades...
Ah e vou parando por aqui, porque como toda canceriana boba, já estou com meus olhos marejados...

Abraços,



Tatiane Gallas a





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