quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Sexualidade infantil: como lidar com essa fase?

Oi gente!

É com muita alegria que hoje apresento para vocês a mais nova parceria do blog no Papo de Especialista:
As psicólogas Paola Ritcher e Natana Consoli do E aí Psi? vão estar aqui conosco, quinzenalmente, compartilhando curiosidades, dicas e  muitas informações sobre as inúmeras dúvidas que temos referentes ao comportamento dos pequenos.

E para começar, uma assunto que ainda assusta muitos pais, a sexualidade infantil. Tenho certeza que vocês vão gostar. Uma ótima leitura!

 Sexualidade infantil: como lidar com essa fase?

Hoje nosso texto é sobre um assunto que muitas vezes causa polêmica e desconforto, em casa e na escola, tanto para os pais quanto para os professores: a sexualidade infantil! Seu filho (a) também já chegou em casa dizendo que tem uma namorada (o) na escola? Ou que descobriu que a amiguinha não tem “tico”?
            Conforme os pequenos vão crescendo, as curiosidades sobre o mundo vão aumentando, incluindo a curiosidade sexual, que geralmente começa pela descoberta nas diferenças anatômicas entre os sexos e como vamos parar na barriga da mamãe. Embora, como pais e cuidadores, achamos essas perguntas um pouco precoces e ficamos assustados diante delas, sem saber se devemos mudar de assunto ou responder, essa curiosidade é um indicador do desenvolvimento saudável da criança.
            Outra situação comum de acontecer entre a criançada é a manipulação das partes intimas do seu corpo. Depois de identificar que meninos e meninas têm uma anatomia diferente e questionar os mais velhos sobre sua origem, eles começam, desde crianças, a manipular seus genitais, com o intuito de descobrir o seu corpo, sem conotação maliciosa, que muitos adultos atribuem.
            Um aspecto importante a ser ressaltado é a maneira como os adultos lidam com essa situação, que pode levar a uma passagem natural dessa fase, ou não. Quando uma criança de três ou quatro anos questiona seus pais sobre sua origem, deve ser dado à ela uma resposta simples e natural, que satisfaça sua curiosidade. Conforme ela vai crescendo e suas dúvidas vão aumentando, a resposta vai ganhando mais atributos, até ela ter idade suficiente para entender o que é o ato sexual e as demais questões que fazem parte do sexo. 
             A mesma atitude deve ocorrer em relação a descoberta do corpo. Deve-se explicar para a criança o que ela está desejando saber e mostrar à ela em que momentos e lugares podemos e não podemos expor nosso corpo. Com isso, estamos criando futuros adolescentes mais aptos a lidar com a sexualidade de forma natural, incentivando-os a ter mais liberdade de falar sobre esse assunto, que infelizmente ainda é tabu na nossa sociedade, porém, não deve ser dentro da sua casa. Para auxiliá-los, existem vários livros infantis que abordam essa temática de uma forma clara e divertida! Que tal uma leitura em família?
            Responder as curiosidades dos pequenos e dar à eles liberdade de falar sobre o assunto se torna ainda mais importante quando vivemos uma triste realidade em que ocorre muitos casos de abuso sexual infantil. No momento em que se conversa sobre as duvidas das crianças, deve-se orientá-las sobre quem pode e quem não pode mexer no seu corpo. Falar sobre sexualidade quando as duvidas surgem, ao invés de esconder esse assunto embaixo do tapete, é ensinar as crianças a defender, cuidar e respeitar seu corpo, na infância até a vida adulta.
            Outra dica importante para essa fase do despertar da sexualidade é o cuidado com as questões de gênero. Nessa fase é comum começar a ouvir aqueles comentários “isso é coisa de homem”, “isso é coisa de mulher”. Estamos tão habituados com determinados comportamentos, que não nos damos conta que criamos meninos que não podem gostar de rosa e meninas que não podem gostar de azul! Deixar que meninos e meninas brinquem de boneca, de casinha, de futebol e de carrinho é criar filhos saudáveis e adaptados para relacionamentos futuros, no qual tanto homens quanto mulheres exercem papeis de cuidadores e donos de casa, rumo a igualdade de gênero.

            Falar sobre esse assunto aí na sua casa não é incentivar a sexualidade precoce. É preparar, proteger e educar seus filhos para o mundo, possibilitando outros olhares às questões de gênero e sexualidade, ampliando os significados que são atribuídos aos meninos e às meninas. A idade certa para falar sobre o assunto é a criança quem determina, cabe ao adulto compreender o que ela quer saber com a pergunta. A curiosidade deles é muito menor do que o nosso espanto e, na maioria das vezes, eles não querem saber tudo o que nós temos para explicar. Responda de forma objetiva, com uma linguagem infantil, apenas o que ela está desejando saber.

Até a próxima!

                                               
Paola Ritcher, Psicóloga e Psicoterapeuta de crianças e adolescentes; e Natana Consoli, Psicóloga e Psicoterapeuta de adultos, casais e famílias. 
Ambas fazem avaliação psicológica e prestam assessoria psicológica em instituições de educação infantil.
Saiba mais: 
Facebook: E aí Psi?
Instagram: @eaipsicologas

17 comentários:

  1. Adorei o post e como foi abordado, pois mesmo sendo um assunto ainda não muito falado é mais comum do que pensamos, aqui o filho tá com 6 anos e muitas perguntas relacionada a isso já surgiram e vamos da melhor forma respondendo e dependendo do que ele perguntar eu acabo vamos dizer que passando para ele perguntando como ele acha que é ou o que faz ai a partir dai tenho a minha linha de explicação.

    Bjs Mi Gobbato - Espaço das Mamães

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  2. Que bacana a parceria de vocês! Primeiro post muito importante!!! Eu já explico durante o banho que a mamãe é menina e não tem "tico" rsrs Porém, conforme for crescendo novas perguntas irão surgir e é ótimo saber a abordagem da resposta!

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  3. adorei o tema e o conteúdo!! Meu filho tem 5 anos e diz que tem namorada sim, mas nem sabe o que significa... tento tratar as descobertas de forma natural! beijos

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  4. Gostei muito do post esse assunto é bem legal, pois em algum dia da vida teremos que lidar com essas situações.E tudo que ser de forma natural.
    @nossasaogemeos

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  5. Muito bom, ficamos bastante inseguras de como lidar com esse assunto.
    bj,
    Alê Nunes
    http://www.dafertilidadeamaternidade.com.br/

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  6. Amei o post e como o tema foi abordado. Aqui em casa, sempre que tem uma deixa, falo ao Pedro que no pipi só a mamãe e o papai podem mexer, mais ninguém e sempre é pra contar tudo pra gente! Falo bem serio e ele diz entender. tenho receio e muito sobre esse assunto, por isso acho que quanto antes começamos a conversar sobre tal, melhor.

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  7. Ai assunto complicado este, mas que precisamos ter serenidade e lucidez para tratar. Muito importante!

    Clau
    @AsPasseadeiras

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  8. Tema muito bom, logo vou enfrentar essa fase e me perguntava como fazer, me ajudou muito!!

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  9. Adorei o post! Essas dicas vão ser muito úteis, pois tenho uma filha de 3 anos que está n fase das descobertas

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  10. Amei o post!
    Por aqui as perguntas ainda são simples, do tipo: porque a mamae nao tem pipi kkkk...
    Mas acho importante sabermos tratar esse assunto com naturalidade!

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  11. Pisquila ainda não está na fase das perguntas, mas é ótimo ler essas dicas, pra já ir preparando para quando elas chegarem hahaha

    Beijos Mila (@mundodamae)

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  12. Gostei muito da postagem! Meus filhos crescendo e sempre busco ser aberto mas adoro ler para me informar melhor e assim passar a segurança para eles!

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  13. Adorei o post, sexualidade é um assunto muito muito complicado de se conversar.

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  14. Adorei a abordagem. Infelizmente, a sexualidade ou qualquer assunto relacionado a sexo é muito difícil ser falado. Transformar isso em uma conversa comum, desde cedo, acredito ser a melhor forma. Adorei. Bjos

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  15. Adorei a abordagem ainda nao converso com o Gabriel de maneira mais ampla pois ele nao entende ainda muito bem, mas logo mais vou falar.
    Beijos
    Mari
    Vamos Mamaes

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  16. Taí uma fase delicada...
    Lidar com a sexualidade e conversar sobre o tema com os filhos deve ser algo natural é simples, mesmo pq, se eles não aprendem em casa... acabarão aprendendo "na rua", provavelmente da forma ou na linguagem errada!!!!

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  17. Adorei o post e é um assunto complicado, o Pedro ainda não conversei pois não entendi, mas logo quero explicar ele.. Bju

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