terça-feira, 27 de setembro de 2016

Quando as cores se vão: Precisamos falar sobre a Depressão Infantil

Quando pensa na infância, do que você se lembra? Dias e mais dias de brincadeiras, gargalhadas sem fim?  Joelhos ralados de tombos de bicicleta? Futebol com os amigos? Pracinha? Enfim, a maioria de nós cita inúmeras situações que nos dias de hoje, mesmo que 10, 20, 30 anos tenham se passado ainda nos trazem um sorriso ao rosto. Mas já parou para pensar que algumas crianças não estão vivenciando esta fase desta maneira? Dentre diversas outras situações que podem fazer com que as cores da infância não sejam tão coloridas está a depressão infantil! E este é exatamente o tema do nosso post de hoje. Sim, crianças podem e estão cada vez mais sendo diagnosticadas com depressão. Estima-se que 3% da população infantil seja afetada pela Depressão, afetando igualmente ambos os sexos.


Cabe relembrar que a Depressão é um transtorno de humor que se caracteriza basicamente por tristeza e anedonia (dificuldade ou incapacidade de uma pessoa em sentir prazer ou se motivar a realizar atividades que antes eram prazerosas), associados a transtornos de sono, de alimentação e somáticos (dor de cabeça e barriga, tonturas, taquicardia, suor excessivo). Porém, se tratando de crianças os sintomas podem não ser tão evidentes, podendo aparecer mascarados como irritabilidade e impulsividade de acordo com o período de desenvolvimento. Quanto maiores são as crianças, mais parecidos os sintomas com os dos adultos. Por isso é preciso estar atento às mudanças no comportamento da criança. Os sintomas irão variar de acordo com a idade, mas de forma geral alguns dos principais sintomas são: mudança de humor significativa, perda do interesse ou prazer por brincar, aumento ou redução da energia, aumento da sensibilidade (irritação ou choro fácil), condutas agressivas, problemas de socialização, sentimento de rejeição, ansiedade, negativismo e pessimismo, auto- depreciação, queda no rendimento escolar, cansaço/fadiga, perturbações somáticas (perda ou aumento de apetite e consequentemente peso), distúrbios do sono, entre outros.

É importante perceber que todos nós em algum momento da vida poderemos apresentar alguns destes sintomas, por isso é preciso estar atento pois para que uma luz de alerta seja acesa a criança não precisa apresentar todos os sintomas listados, porém se alguns deles forem percebidos e persistirem por cerca de 2 semanas consecutivas é importante que a ajuda especializada seja procurada, está em dúvida? Converse com o pediatra de seu filho para que este possa lhe auxiliar neste momento.
Como a depressão interfere no desenvolvimento infantil, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado ainda na fase inicial são muito importantes, já que as repercussões da doença são graves e sérias quando não acompanhadas adequadamente. O tratamento na maioria dos casos envolve a psicoterapia e a orientação familiar, em casos mais graves, a introdução de medicação apropriada pode ser recomendada.


Por isso aproveitamos o mês de setembro, Conhecido como o Mês de prevenção ao suicídio, para lhes convidar a parar alguns minutos a sua correria do dia a dia, para olhar para o lado e refletir sobre o assunto. Ao suspeitar que uma criança esteja em depressão, não hesite em procurar um especialista para o diagnóstico e o estabelecimento do plano de tratamento. ISSO FARÁ TODA A DIFERENÇA!




Paola Ritcher, Psicóloga e Psicoterapeuta de crianças e adolescentes; 
Natana Consoli, Psicóloga e Psicoterapeuta de adultos, casais e famílias. 

Ambas fazem avaliação psicológica e prestam assessoria psicológica em instituições de educação infantil.
Saiba mais: 
Facebook: E aí Psi?
Instagram: @eaipsicologas

Um comentário:

  1. Nossa meu filho tem quse todos os sintomas principalmente irritabilidade, negatividade e conduta agressiva vou correndo essa semana procurar um especialista obrigado meninas!!

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