sexta-feira, 31 de março de 2017

A Ansiedade infantil

Como lidar e quando se preocupar?


Mudança de escola, apresentação em público, separação dos pais, mudança de casa, morte de alguém próximo... essas são algumas das inúmeras situações onde a criança poderá vivenciar sentimento de ansiedade. Sim, isso é normal! A ansiedade é mais uma das emoções com as quais a criança (assim como os adultos) irão experienciar durante a vida. Mas então, com o que se preocupar?

Os transtornos relacionados a ansiedade não são dificuldades apenas dos adultos, pelo contrário, estudos vem demonstrando que esses casos vêm crescendo e muito nesses últimos anos. No Brasil estima-se que o número de crianças com o transtorno de ansiedade aumentou em 60% entre 2001 e 2011, de acordo com o Centro de Atendimento e Pesquisa de Psiquiatria da Infância e Adolescência (Capia) da Santa Casa do Rio de Janeiro.

Então como saber se o que a criança está apresentando é normal ou requer ajuda de um profissional? Os pais devem estar atentos a intensidade com a qual a criança irá ficar ansiosa, a duração dessa emoção e também a quantidade de sintomas que ela apresenta nessas situações e observar ainda se isso está interferindo nas atividades diárias das crianças. Os principais sintomas da ansiedade são agitação excessiva, euforia, excitação, apego excessivo e intenso aos pais (dificuldade em afastar-se), dores de barriga e cabeça, ânsia de vômito, problemas de relacionamento em geral (tanto na escola como com familiares), ataques de pânico (choro excessivo, sensação de falta de ar, sudorese intensa), roer unhas e dificuldade de aprendizagem etc.

Estes sintomas, normalmente, ocorrem frente a uma situação nova ou que a criança não esteja preparada para enfrentar, e são uma reação normal do nosso corpo. Porém se estes sintomas se estendem por dias ou por diversas vezes, fazendo com que a criança apresente prejuízos e perdas nas suas atividades cotidianas devemos ficar em alerta!
Transmitir sentimentos de segurança e amparo para a criança são essências para que possamos permitir que ela consiga expressar como se sente e o que ela imagina que faz com que ela se sinta assim. A maioria das crianças nesses casos, tem receio em falar o que está acontecendo por medo de serem julgadas como fracas ou medrosas. Por isso a importância de mostrar-se disponível para enfrentar juntamente com a criança suas “situações problemas” fazendo com que ela se sinta mais confiante e segura para encarar tais situações. Por vezes na tentativa de ajudar, acabamos tornando os medos maiores, nada de tentar fazer com que a criança encare aquilo que ela está temendo “na marra”. Entender que o esforço é mais importante que o resultado, fará com que a criança aprenda que ir tentando aos poucos também é algo positivo, então ao invés de elogiar pela sua inteligência, elogie o esforço que a criança fez para obter tal resultado (mesmo que ainda seja um pequeno passo).


Se as coisas estiverem difíceis e você perceber que a criança está apresentando frequentemente os sintomas psicológicos e físicos frente a tais situações, chegou a hora de procurar um especialista. O diagnóstico precoce é fundamental, pois auxilia para que a criança não venha a desenvolver patologias mais graves no futuro. Psicólogos e psiquiatras são os recomendados para que seja feita uma avaliação na criança. A psicoterapia neste caso, irá auxiliar a criança a criar um repertório de estratégias que podem ser usadas antes e durante os sintomas de ansiedade, auxiliar os pais a entender o que está acontecendo e também como estes podem ajudar a criança nessas situações.



Paola Ritcher, Psicóloga e Psicoterapeua de crianças e adolescentes; 
e Natana Consoli, Psicóloga e Psicoterapeuta de adultos, casais e famílias.
Facebook: E aí Psi?





3 comentários:

  1. Adorei este post! Tema atual e super importante!
    Acompanho de perto a evolução dos meus filhos e sendo separado vejo bastante destes sinais de ansiedade.. Obrigado pelas dicas!

    ResponderExcluir
  2. Post super importante Tati acompanho de perto o Gabriel para se acontecer com ele eu sei o que está acontecendo.

    ResponderExcluir
  3. Sempre super importante ficarmos atentos aos nossos filhos e, quando necessário, buscar ajuda de especialistas. Ótimo post!

    Clau
    @as_passeadeiras

    ResponderExcluir

Gostou? Compartilhe, comente!