segunda-feira, 13 de maio de 2019

Atraso de fala: conheça os principais Marcos do desenvolvimento associados à dicção


O desenvolvimento das habilidades de comunicação varia muito de uma criança para outra, no entanto, é interessante conhecer os sinais de que seu filho pode não ter as mesmas habilidades que a maioria das crianças desenvolvam na mesma idade dele.
Diversos fatores podem influenciar direto ou indiretamente neste processo. Muitos bebês começam a falar suas primeiras palavrinhas como "mamãe" e "dada", antes do primeiro aninho,e  a maioria consegue ter um pequeno vocabulário composto por até 20 palavras aos 18 meses de idade.
Então, se seu filho ainda não fala tanto quanto a maioria das crianças da mesma idade, ele pode estar com atraso de fala ou com atraso de linguagem, sendo que apesar de estarem relacionados com a capacidade comunicativa das crianças, são coisas diferentes.


Atraso de fala x Atraso de linguagem

O atraso de fala, como o próprio nome já sugere, é quando uma criança não apresenta o desenvolvimento da fala de modo satisfatório ou esperado para aquela determinada fase da vida. Uma criança com atraso na fala pode usar palavras e frases para expressar ideias, mas será difícil entender claramente o que ele está dizendo.
Já o atraso de linguagem está relacionado à capacidade da criança de dar e obter informações de maneira significativa, ou seja, quando a criança possui um atraso especificamente na linguagem ela pode pronunciar corretamente as palavras, mas pode ter dificuldade em se expressar ou entender os outros.


O que pode causar o atraso na fala/linguagem?

As causas mais comuns de atraso na fala incluem:
  • Perda de audição;
  • Danos cerebrais;
  • Falta de estímulos (por exemplo, a criança passa pouco tempo conversando com adultos);
  • Autismo;
  • Mutismo eletivo (transtorno psicológico em que a criança se recusa a falar);
  • Conviver em um ambiente familiar bilíngue.

Marcos do desenvolvimento das habilidades de fala e linguagem:

Cada criança cresce e aprende no seu próprio ritmo, mas é importante se atentar aos Marcos que demonstram o desenvolvimento normal da fala em cada etapa de crescimento.

Imagem: Pexels 
  • Antes dos 12 meses: após o nascimento o som mais comum e natural que criança vai emitir é o choro. Com 2-3 meses ela será capaz de sorrir para você. A partir dos 6 meses, se não tiver problemas auditivos, a criança passa a ter curiosidade e a capacidade de acompanhar sons. Com 12 meses, algumas já conseguem dizer 1 ou 2 palavrinhas e já se familiarizam com alguns nomes e objetos comuns
  • De 12 a 15 meses: nesta idade nesta idade, já é possível balbuciar maisalguns sons e inclusive, imitar palavras que ouvem e compreender instruções bem simples, como “dê para mim boneco”.
  • De 18 a 24 meses: a partir dos 18 meses, a criança começa aumentar seu vocabulário, com isso, passa a ser capaz de falar frases com mais de uma palavra e também aprende a falar as partes do corpo.
  • De 2 a 3 anos: depois dos 2 anos, a criança consegue reconhecer e apontar objetos em livros, começa a trabalharcom plurais simples e passa a combinar substantivos e verbos.
  • A partir dos 3 anos o desenvolvimento é ainda mais visível. A criança já consegue contar pequenas histórias e até cantar musiquinhas e falar o seu nome e sobrenome.

Ao perceber um ritmo de desenvolvimento lento em seu filho, procure um especialista para realizar alguns exames de rotina, assim, o profissional poderá verificar se a criança está ou não atingindo as metas esperadas. Muitos atrasos não são sérios e se diagnosticados precocemente, as chances de sucesso no tratamento e desenvolvimentos da criança são enormes.




Sobre a autora:

Daniely Sanchez Taraskevicius é Psicóloga Especialista em Desenvolvimento Infnatil e Autismo. Especializanda em Análise do Comportamento Aplicada pela UFSCAR. è formada há 10 anos e atende em São Paulo, casos como: ansiedade infantil,  agressividade, medos, bullying, comportamentos disfuncionais, baixa autoestima, depressão infantil,  atraso de desenvolvimento, transtorno do espectro autista (TEA), transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
Mais informações: www.pscicologadaniely.com.br




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